Medovik Cake | Russian Honey Cake


Gosto tanto de mel. Desde a infância que este é um ingrediente que me seduz. E quando penso em mel é impossível não me lembrar das colmeias do meu avô que ele cuidava com tanto amor e carinho e cujas abelhas ele tratava por rainhas. Eu era capaz de passar horas e vê-lo no seu fato branco de apicultor a cuidar das abelhas enquanto estas dançavam à sua volta freneticamente. A parte má era que de vez em quando tinha direito a uma ou outra picada mas depois vinha a recompensa que ajudava a esquecer a dor. O meu avô fazia sempre questão de me oferecer o favo acabado de colher e ainda impregnado de mel num pratinho, com o qual eu me deliciava. Ainda hoje gosto de comer o mel directamente do favo e não resisto a comprar quando os vejo à venda em alguma feira. O mel é um ingrediente que não dispenso e está sempre presente cá em casa.

Para além dos benefícios que o mel apresenta para a saúde, dos quais já vos falei aqui e que são do conhecimento geral, costumo usar algumas vezes o mel como substituto do açúcar. Tratando-se de um adoçante natural o seu uso faz toda a diferença quando adicionado a um chá ou a um iogurte natural, ou até para juntar à fruta do pequeno almoço. Nesta receita, por exemplo, o sabor do mel faz toda a diferença.


Quando vi este bolo de origem russa pela primeira vez no blog da Lia fiquei cheio de vontade de o fazer. Nunca tinha antes ouvido falar do Medovik, mas assim que li a palavra "mel" as minhas papilas gustativas manifestaram-se de imediato. Ela partilhou-o por ocasião do desafio Sweet World que é lançado mensalmente em conjunto com a Susana. Mas este mês é ainda mais especial, pois trata-se do 1º aniversário do Sweet World. Ora, como eu adoro desafios, aqui estava mais um motivo para eu fazer este bolo. Os desafios permitem-nos sair da nossa zona de conforto, ajudam-nos a ir mais além, a superar os nossos limites e a desafiarmos a imaginação e criatividade. À partida este parece um bolo complicado, mas confesso que não é assim tão difícil de confeccionar. Não deixem por isso de o fazer. Sim, demora algum tempo e requer alguma paciência, principalmente se tiverem alguma pressa, mas garanto que o resultado final vai valer toda a espera.

Tentei ser rigoroso seguindo as quantidades de ingredientes da receita original. Contudo confesso que este bolo fica um pouco doce de mais e talvez precise de alguns ajustes. Ainda assim é um bolo que agrada, quer em sabor, quer em textura. Camadas de massa tipo biscoito, intercaladas com um irresistível recheio de doce de leite e manteiga fazem deste um bolo bastante interessante. A cobertura é feita com as aparas que sobram dos discos de massa que são trituradas juntamente com nozes, acrescentando ainda mais sabor e textura ao bolo.


Medovik Cake | Russian Honey Cake
(receita adaptada do blog Lemon and Vanilla)

Ingredientes:
[recheio]
| 1 lata de leite condensado cozido
| 100 g de manteiga à temp. ambiente
[massa do bolo]
| 225 g de manteiga amolecida
| 85 g de mel (usei de rosmaninho)
| 180 g de açúcar amarelo
| 3 ovos
| 325 g de farinha s/ fermento
| 1 c. (sopa) de bicarbonato de sódio
| 80 g de nozes

Preparação:
Comece por preparar o creme do recheio, batendo muito bem o leite condensado cozido com a manteiga à temperatura ambiente até obter um creme liso e macio. Tape com película aderente e leve ao frio para ganhar alguma consistência.
Pré-aqueça o forno a 170ºC.
Forre 2 tabuleiros de forno com papel vegetal, unte com manteiga e reserve.
Misture a manteiga com o mel e leve a derreter ao microondas. Junte o açúcar e bata alguns minutos.
Sem deixar de bater, junte os ovos, um de cada vez.
Adicione a farinha previamente peneirada juntamente com o bicarbonato e envolva bem com uma espátula até todos os ingredientes estarem bem ligados.
Espalhe metade da massa sobre o papel vegetal e alise bem com uma espátula, distribuindo a massa pelo tabuleiro. Repita o processo para a restante massa.
Leve ao forno cerca de 10 minutos ou até que o bolo comece a ficar dourado.
Use a base de uma forma como molde e com uma faca corte discos de massa do mesmo tamanho (eu usei uma forma de 18cm e consegui cortar dois discos de massa em cada tabuleiro, perfazendo quatro camadas de bolo. Se usar uma forma mais pequena poderá obter mais camadas).
Coloque as aparas de massa que sobraram do bolo num tabuleiro forrado com papel vegetal e leve mais alguns minutos ao forno para que sequem um pouco.
Coloque as aparas juntamente com as nozes num triturador ou robot de cozinha e triture.
Coloque um disco de bolo sobre o prato de servir e espalhe um pouco do recheio, alisando com uma espátula (se o creme começar a escorrer pelas laterais isso não será um problema, no final todo o bolo será coberto com o creme e todas as imperfeições desaparecerão).
Repita a operação com os restantes discos de massa e até terminar o creme, cobrindo também a superfície e as laterais do bolo.
Sobre o creme espalhe a mistura de bolo e noz cobrindo todo o bolo.
Reserve no frio até à hora de servir.

Esparguete de Caril com Abóbora, Espinafres e Feta


Receitas simples, descomplicadas, com ingredientes sazonais, cheias de sabor e de preferência saudáveis, assim são as refeições que a maioria das vezes faço cá em casa. Sim, eu adoro fazer doces e os doces são a minha perdição, mas também gosto de fazer receitas salgadas, experimentar e misturar novos sabores e texturas e trazer sempre para a mesa o que de melhor a estação tem para oferecer. Um dos objectivos que tracei para este novo ano foi publicar mais receitas salgadas aqui no blog. Aquelas receitas que fazem parte do meu dia-a-dia e que compõem as minhas refeições diárias. Obviamente irei continuar a publicar receitas doces, mas sinto que devo partilhar um pouco mais do que é a essência da minha cozinha que preza pela simplicidade.


Para esta receita trouxe um ingrediente especial que certamente fará diferença no resultado final, a esparguete com caril, mas sintam-se à vontade para usar esparguete normal, bastando adicionar à receita 1 c. (chá) de caril em pó e de certeza irão obter o mesmo resultado. Abóbora assada e espinafres, uma combinação que me seduz e que combinada com o queijo Feta fez desta uma refeição simples, reconfortante e cheia de sabor.

Utilizei para a confecção da receita a minha nova frigideira em ferro mineral da deBuyer que adquiri na loja online Lecuine.pt. Estas frigideiras são de elevada qualidade, fabricadas em França e para além disso são resistentes a todas as fontes de calor, incluindo indução. Existem em vários tamanhos e são muito fáceis de limpar. Aqui podem conhecer melhor a gama de frigideiras deBuyer e já sabem que se comprarem em Lecuine.pt, recebem a encomenda em 48 horas e não pagam portes em compras acima dos 40€.


Esparguete de Caril com Abóbora, Espinafres e Feta

Ingredientes:
| 1/2 abóbora Butternut 
| azeite q.b.
| sal e pimenta q.b.
| 2 cebolas pequenas
| 1 dente de alho
| 1 chávena de folhas de espinafres
| 200 g de esparguete com caril (usei Milaneza)
| 2 c. (sopa) de queijo creme
| 1 c. (sopa) de queijo parmesão ralado
| 50 g de queijo Feta

Preparação:
Pré-aqueça o forno a 190ºC.
Comece por preparar a abóbora. Retire as sementes com uma colher, dê alguns golpes com uma faca, regue com azeite, polvilhe com sal e pimenta e leve a assar no forno por cerca de 25 minutos.
Quando terminar, corte ao meio esmague metade com um garfo obtendo um puré e reserve a restante abóbora.
Leve um tacho ao lume com água e sal, deixe ferver e coza o esparguete, cerca de 8-10 minutos.
Numa frigideira salteie a cebola picada num fio de azeite até ficar translúcida.
Junte o puré de abóbora e o dente de alho ralado e misture. 
Adicione as folhas de espinafre e salteie um pouco até estas murcharem.
De seguida adicione o esparguete, o queijo creme, o queijo parmesão e envolva bem.
Se achar necessário, e para ficar com uma massa mais cremosa, junte uma ou duas c. (sopa) da água da cozedura do esparguete.
Corte a restante abóbora em pedacinhos e junte à mistura anterior.
Sirva de imediato com queijo Feta esfarelado.

Galette des Rois de Chocolate e Avelã


Mais um ano que chegou ao fim e outro que começa. Um virar de folha no calendário que nos oferece 365 novas oportunidades para aproveitar a vida e fazer o que mais gostamos. Cabe a cada um de nós fazer com que as 24 horas de cada um destes 365 dias valham a pena e contribuam de forma positiva e enriquecedora para as nossas vidas e de quem nos rodeia. Eu irei viver cada dia deste novo ano tirando o máximo partido das pequenas coisas, aquelas que tantas vezes são mesmo invisíveis aos olhos mas que marcam a diferença e contribuem em muito para a minha felicidade. Não sou nem gosto de fazer resoluções. Gosto mais de fazer balanços. As resoluções podem sempre dar lugar a uma certa angústia, podem deixar aquela sensação de frustração por não termos conseguido atingir determinada meta ou objectivo. Não vou prometer a mim mesmo fazer algo que, à partida, não sei se conseguirei cumprir. Já os balanços permitem-nos avaliar o que pode ter corrido menos bem nas nossas vidas e assim podemos corrigir ou melhorar. Irei por isso dar importância ao que realmente importa, estar mais presente para com aqueles que realmente importam e fazer aquilo que gosto.


Esta é a primeira receita deste ano no blog e claro que tinha de ser doce. Fiz esta Galette des Rois para celebrar o Dia dos Reis que se assinala hoje. Podia ter feito um Bolo Rei, mas esse já teve o seu reinado durante a quadra natalícia e confesso que nem sou assim grande apreciador do dito. A Galette des Rois faz-me viajar até à infância, quando os meus tios emigrados em França vinham passar o Natal com a família e traziam sempre com eles uma deliciosa galette que marcava presença na mesa de Natal. Ansioso, esperava sempre pelo momento de usar a coroa dourada que vinha com ela. O sabor era maravilhoso e algo que sempre me agradou. Há dois anos publiquei aqui a Galette des Rois e confesso que fiquei surpreendido com o seu sabor, tão bom ou melhor que aquelas que os meus tios traziam de França. Hoje trago uma versão diferente e cuja combinação de sabores me agradou bastante. A amêndoa deu lugar à avelã que se juntou num recheio cremoso com chocolate e que não fica nada atrás da versão original. É com esta galette deliciosa que desejo a todos os meus leitores os votos sinceros de um Feliz Ano Novo 2017 e já agora também um feliz Dia de Reis!


Galette des Rois de Chocolate e Avelã

Ingredientes:
| 2 bases de massa folhada (usei de compra)
| 150 g de chocolate de culinária
| 120 g de manteiga
| 150 g de farinha de avelã (avelã moída)
| 100 g de açúcar em pó
| 2 ovos
| 50 g de avelãs picadas grosseiramente
| 1 gema
| 1 c. (sopa) de leite

Preparação:
Coloque o chocolate partido em pedaços juntamente com a manteiga numa taça de vidro e leve a derreter ao microondas ou em banho-maria.
Junte a farinha de avelã e o açúcar em pó e misture.
À parte bata os ovos, junte à mistura anterior e envolva bem.
Adicione as avelãs picadas grosseiramente e envolva. 
Coloque esta mistura no frigorífico por 15-20 minutos para ganhar consistência.
Pré-aqueça o forno a 200ºC.
Forre um tabuleiro com papel vegetal e reserve.
Bata a gema com o leite e reserve.
Disponha uma das bases de massa folhada sobre o papel vegetal e com uma faca corte em toda a volta até formar um circulo perfeito com cerca de 28 cm de diâmetro (poderá usar uma forma de bolo para cortar o círculo de massa). Descarte a massa que sobra.
Pincele o rebordo da massa com a gema de ovo, em toda a volta e com uma margem de 2cm.
Disponha o creme de chocolate e avelã sobre a massa folhada e espalhe, alisando a superfície com uma espátula e deixando cerca de 1-2 cm de massa livre em toda a volta (onde pincelou com a gema).
Coloque a outra base de massa folhada sobre o creme, alise bem com as mãos e sele as extremidades pressionando ligeiramente com as pontas dos dedos.
Corte novamente o excedente de massa fazendo um círculo perfeito.
Pincele a superfície da galette com a gema de ovo e use a ponta de uma faca para desenhar algumas riscas (tenha cuidado para não perfurar a massa)
Com um palito faça alguns furos para que o ar saia e a massa folhe de maneira uniforme.
Leve a galette ao forno durante 30-35 minutos.
Retire do forno e sirva ainda morna ou fria.

Panna Cotta de Baunilha com Frutos Vermelhos


Mais um ano que está a chegar ao fim. É altura de virar a folha do calendário e deixar entrar o ano novo. Que venha ele e que seja bom para todos. Que nos traga muitos momentos felizes e que nos marque de forma muito positiva. Que nos possamos lembrar dele no futuro pelos melhores motivos. Que nos traga os nossos sonhos realizados e os nossos desejos concretizados. Que ajude a traçar novos objectivos e a alcançar novas metas. Que traga a bondade às pessoas e que ajude a todos a construir um mundo melhor. Um mundo de paz no qual possamos viver e circular tranquilamente e sem medos. Acima de tudo que seja um ano muito feliz para todos!

Andava à procura de uma sobremesa para apresentar na passagem de ano. Não uma sobremesa qualquer, mas algo mais requintado e com um ar festivo. Foi então que me lembrei que nunca tinha feito antes uma Panna Cotta. É uma sobremesa tão delicada e ao mesmo tempo tão simples. Confesso que não morro de amores por Panna Cotta. Talvez porque as que provei não eram as melhores e sabiam demasiado a natas. Decidi experimentar com natas frescas e usei iogurte natural em vez de leite. O resultado surpreendeu bastante e esta foi a melhor Panna Cotta que comi até hoje. O contraste com a acidez dos frutos vermelhos eleva-a a outro patamar e esta é com certeza uma sobremesa a repetir e é perfeita para saborear num momento de festa.

(Cálice Água Transparente Ref. Picos - pág.45 do catálogo Kasa)

Escolhida a sobremesa, o passo seguinte seria decidir como a apresentar. Foi então que me lembrei dos lindos e elegantes cálices transparentes que adquiri recentemente e que fazem parte do catálogo Kasa das lojas Continente. Como dobrei a receita ainda consegui encher dois Cálices Diamante que também fazem parte do catálogo. Estes cálices, para além de lindos são perfeitos não só para apresentar de forma sublime uma sobremesa individual mas também para encher com champagne ou um bom espumante e brindar ao novo ano. 

E com o novo ano a começar porque não dar também uma nova vida à sua casa?! No catálogo Kasa podemos encontrar imensos produtos que estão à venda em todas as lojas Continente. Desde artigos para a cozinha, de decoração, passando pelo quarto, casa de banho e lavandaria, com imensas ideias de organização, existindo ainda todo um capítulo dedicado às crianças, a maioria destes produtos exclusivos e atractivos são fabricados em Portugal e vão de encontro ao que os portugueses procuram reflectindo as novas tendências da decoração.

(Cálice Vinho Tinto Ref. Diamante - pág 46 do catálogo Kasa)

Vamos então entrar com o pé direito em 2017?! Nada melhor que começar com um excelente passatempo, certo?! Em parceria com a marca Kasa do Continente estou a oferecer 1 (um) Cartão Dá no valor de 50€ para usarem em compras de produtos Kasa à vossa descrição. Para se habilitarem só têm de fazer o seguinte:
Podem participar as vezes que quiserem, desde que partilhem sempre a imagem e nomeiem amigos diferentes a cada partilha. O passatempo tem início hoje, dia 29 de Dezembro e decorrerá até ao próximo dia 08 de Janeiro. O vencedor será escolhido de forma aleatória via Random.org e uma vez apurado, o respectivo Cartão Dá será enviado por correio para a morada indicada pelo vencedor, que poderá usufruir do valor do cartão para gastar em produtos Kasa, à venda em qualquer loja Continente. Boa sorte a todos e Feliz Ano Novo!


Panna Cotta de Baunilha com Frutos Vermelhos

Ingredientes:
| 3 folhas de gelatina
| 150 g de iogurte natural
| 400 ml de natas
| 60 g de açúcar
| 1 c. (café) de pasta de baunilha
| 200 g de frutos vermelhos congelados
| 2 c. (sopa) de açúcar amarelo

Preparação:
Coloque as folhas de gelatina numa taça com água fria para que hidratem.
Coloque num tacho o iogurte, as natas, o açúcar e a pasta de baunilha e leve ao lume, mexendo de vez em quando e até que comece a borbulhar (não deixar ferver).
Retire do lume e adicione as folhas de gelatina (já hidratadas e escorridas). Mexa bem com uma vara de arames para que a gelatina se dissolva.
Passe o preparado num passador de rede fina para eliminar algum grumo que se tenha formado.
Distribua por tacinhas individuais ou copos ou coloque numa forma de pudim e leve ao frigorífico durante pelo menos 4 horas (idealmente de um dia para o outro).
Leve um tacho ao lume com os frutos vermelhos e o açúcar e mexa de vez em quando até o açúcar derreter e os frutos ficarem macios.
Distribua os frutos vermelhos sobre as panna cottas e decore com uma folha de hortelã ou manjericão.

Saint Lucia Saffron Buns || Lussekatter


Fazendo uma pesquisa pelo blog, tenho a sensação que ainda ontem editava as imagens e escrevia aqui a receita destas azevias e no entanto já passou um ano. Assim, num piscar de olhos. Não sei se é de mim, mas sinto o tempo escapar-se-me por entre os dedos como se se tratasse de pó. Não vou estar aqui a perder-me por entre lamentos por falta de tempo, pois acredito que o tempo é o que fazemos dele. Mas são tantas as coisas que quero fazer, tantos os lugares que ainda quero conhecer, os livros que quero ler, tantos os abraços que quero dar e tantas as receitas que quero fazer, experimentar e partilhar que às tantas dou por mim a pensar que nunca terei tempo para fazer nem metade daquilo que gostaria. Não sei se é por ser Natal, mas esta altura do ano deixa-me sempre nostálgico, traz-me sempre um turbilhão de emoções que se embrulham umas nas outras e me remetem para um sem número de recordações menos boas. Mas devaneios à parte, é Natal, é tempo de paz e amor, de reunir a família e os amigos e mal posso esperar para estar com os meus irmãos, cunhados e sobrinhos, abraçá-los e matar as saudades que já são tantas. Porque isso sim é o mais importante, a nossa família e os nossos amigos, aqueles que nos querem bem e a quem desejamos o melhor do mundo.


Não sei se esta será a última receita que publicarei aqui antes do dia de Natal, mas tinha que a partilhar convosco por ser perfeita para esta quadra. Há muito que a queria experimentar pois já a tinha visto em alguns blogs escandinavos de onde ela é bem tradicional e, quer pelo aspecto estético, quer pelos ingredientes, a receita despertou a minha curiosidade. Aliás, eu adoro a cozinha escandinava, ainda recentemente adquiri este livro lindo com receitas maravilhosas, que estou a adorar e do qual espero fazer algumas partilhas em breve. 

Quando a Susana em conjunto com a Lia, lançaram o tema para a 11ª edição do desafio Sweet World eu não hesitei em arregaçar as mangas e colocar literalmente as mãos na massa para fazer estes Saint Lucia Saffron Buns ou Lussekater. Com origem na Suécia, estes bolinhos de massa leveda são muito comuns naquele país por esta altura e assinalam o dia de Saint Lucia, o Santo Padroeiro da Luz que se celebra a 13 de Dezembro, altura em que são abertas as festividades de Natal em terras escandinavas. Apresentam-se na forma de "S" mas podem ter outros formatos e o seu sabor é suave e perfumado pelo cardamomo o que os torna especiais. A massa fica muito leve e fofa pelo que não resistam a comer um ainda morno, pois saberá ainda melhor. Não foi fácil escolher uma receita, pois existem várias e todas muito parecidas. Umas que levam queijo fresco outras que não levam ovo, umas com farinha integral, pelo que acabei por fazer uma conjugação de duas receitas, uma de um blog que adoro, o Green Kitchen Stories e outra do blog A Pinch of Happiness. O resultado foi tão bom que foi difícil não parar de comer estes buns maravilhosos e já estou a pensar repeti-los para o Natal.


Saint Lucia Saffron Buns | Lussekatter

Ingredientes:
| 100 g de manteiga
| 1 c. (chá) de açafrão das Índias em pó (usei Margão) (fio de açafrão, no original)
| 150 ml de leite
| 100 ml de natas
| 15 g de fermento fresco
| 300 g de farinha de espelta branca
| 150 g de farinha de espelta integral
| 100 g de açúcar amarelo
| 1 pitada de sal
| 1 c. (chá) de cardamomo (usei Margão)
| 1 ovo
| 1 gema para pincelar
| 1 c. (sopa) de leite para pincelar
| cerejas secas (usei passas de uva)

Preparação:
Levar um tacho ao lume com a manteiga, o açafrão, o leite e as natas e deixar amornar até que a manteiga derreta e o açafrão se dissolva (não deixar ferver).
Deixe arrefecer até cerca de 30ºC e dilua o fermento na mistura de leite e manteiga.
Peneire as farinhas para uma taça, junte o açúcar, o sal, o cardamomo e aos poucos vá adicionando a mistura de leite e o ovo ligeiramente batido.
Misture bem até obter uma massa uniforme e pegajosa.
Transfira a massa para uma superfície enfarinhada e amasse durante uns minutos até a massa ficar elástica (não caia na tentação de adicionar mais farinha ou a massa ficará pesada).
Forme uma bola e coloque novamente a massa na taça, tape com um pano e deixe levedar durante cerca de 1h30m ou até que duplique de volume.
Volte a colocar a massa numa superfície enfarinhada e forme um rolo. Corte em várias porções com aproximadamente o mesmo tamanho (no meu caso rendeu 16 pedaços).
Estenda com as mãos cada pedaço de massa formado um rolo com aproximadamente 20cm de comprimento e depois enrole as pontas até que estas se encontrem no centro, formando um "S".
Forre um tabuleiro de forno com papel vegetal e disponha nele os bolinhos, deixando algum espaço livre entre cada bolo, pois eles ainda irão crescer.
Deixe novamente levedar por cerca de 30 minutos.
Pré-aqueça o forno a 200ºC.
Bata a gema com o leite e pincele cada bolinho com esta mistura.
Em cada extremidade do "S" coloque uma cereja seca e pressione ligeiramente com os dedos.
Leve ao forno cerca de 12-14 minutos ou até que comecem a ficar douradinhos na superfície.
Deixe arrefecer sobre uma grelha.